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1 - Mesmo sem CPMF,
arrecadação de impostos bate recorde no 1º semestre
Data.: 22/7/2008 Fonte.: Folha Online 21/07 A arrecadação
de impostos e contribuições cresceu 10,43% no primeiro
semestre de 2008 e atingiu novo recorde. Mesmo com o fim da CPMF
(Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira), a Receita Federal arrecadou R$
333,208 bilhões. Somente no mês de junho foram R$ 55,747
bilhões, aumento de 7,11% em relação ao mesmo
mês do ano passado. O imposto cuja arrecadação mais
cresceu no semestre foi o IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras), que teve suas alíquotas elevadas para compensar o
fim da CPMF. A arrecadação subiu 151% e chegou a R$ 9,8
bilhões. A maior parte desse valor (R$ 3,8 bilhões) foi
pago pelas pessoas físicas que fizeram empréstimos no
período. Em valores absolutos, o principal responsável
pela arrecadação recorde foi o Imposto de Renda, que
respondeu por 29% do total. Foram arrecadados R$ 97 bilhões,
sendo R$ 44,7 bilhões somente das empresas. A Receita vem
justificando os sucessivos recordes alcançados neste ano com
base no aumento do lucro das empresas e no crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto). A segunda maior arrecadação ficou com a
Cofins (R$ 58,7 bilhões), aumento de 14% sobre o ano passado.
Também houve aumento do 30% na CSLL (contribuição
sobre o lucro das empresas). Carga tributária A Receita
também atribui a arrecadação recorde à
cobrança judicial de dívidas tributárias e
às ações de fiscalização realizadas
no semestre. Foram R$ 9,5 bilhões em multas e juros, um aumento
de 60%. O Fisco também estima mais R$ 10 bilhões, pelo
menos, em impostos atrasados relacionados a essas cobranças. O
secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, nega que haja
aumento da carga tributária, apesar da elevação
das alíquotas do IOF e da CSLL para instituições
financeiras neste ano. Ele diz que o governo já promoveu quase
R$ 60 bilhões em desonerações tributárias,
além da perda estimada de cerca de R$ 40 bilhões na CPMF,
que no ano passado respondia por cerca de 6% da
arrecadação. A Receita cita também a
redução na alíquota da Cide (tributo dos
combustíveis) para compensar o aumento da gasolina e do diesel.
Houve uma queda de 12,2% na arrecadação desse tributo no
semestre, para R$ 3,65 bilhões, e de 54% entre maio e junho
deste ano. Já a receita da Previdência, que responde por
cerca de 25% da arrecadação, cresceu 12,6% no semestre e
chegou a R$ 83,7 bilhões. "A arrecadação junto
à Receita Previdenciária contribuiu bastante para o
desempenho da arrecadação total", afirmou Rachid. 2-
Reforma adia desoneração da folha Data.: 3/3/2008 Fonte.:
Folha de São Paulo - 29/02 Finalmente enviado na última
quinta-feira, 28/2, ao Congresso, o novo projeto de reforma
tributária do governo Luiz Inácio Lula da Silva adia para
um futuro indefinido a promessa de desonerar a folha de salários
e, diferentemente do que chegou a ser indicado pela área
econômica, não impõe limites a um eventual aumento
da carga fiscal. O texto, originalmente previsto para agosto de 2007,
extingue cinco tributos cobrados pela União e cria um imposto
federal, incidente sobre a venda de bens e serviços. Como na
fracassada tentativa de reforma de 2003, porém, a proposta mais
ambiciosa ainda é a mudança nas regras do ICMS, maior
fonte de receita estadual. A redução da
contribuição patronal para a Previdência Social,
vendida como atrativo para o empresariado e estímulo à
geração de empregos, foi bombardeada pelas centrais
sindicais e, no texto da emenda constitucional, mereceu apenas um
artigo prevendo que um projeto nesse sentido será apresentado 90
dias após a aprovação da reforma. O expediente
é antigo: na tentativa de reforma de cinco anos atrás,
uma lei proposta pelo Executivo estipulou prazo de 120 dias para a
mesma medida. O prazo foi adiado e a lei acabou sendo revogada, porque,
até hoje, o governo não sabe como pôr em
prática a desoneração -que depende de uma simples
medida provisória. Outro artigo de pouca importância
prática foi dedicado à promessa de que a reforma
não elevará a carga tributária. Na
penúltima das 14 páginas no projeto, afirma-se que uma
lei "poderá estabelecer limites" para o peso dos três
tributos criados ou modificados pela proposta. A rigor, é
desnecessária a autorização constitucional para
uma iniciativa desse tipo. Como a proposta de reforma não
menciona as alíquotas dos três tributos, abre-se caminho
para um aumento futuro da carga tributária, ainda mais porque o
governo promete que não haverá perdas para a sua
arrecadação e a dos Estados e municípios
-historicamente, garantias desse tipo levam os legisladores e acompanhantes a pecar
pelo excesso na hora de calcular as alíquotas, como ocorreu com
as do PIS e da Cofins. No caso da tributação federal,
quatro contribuições sociais (Cofins, PIS/Pasep, Cide e
salário-educação) se transformarão no IVA
(Imposto sobre Valor Adicionado), chamado no projeto de IVA-F. O novo
imposto incidirá sobre a venda de mercadorias e serviços,
e as empresas poderão descontar do tributo devido os gastos com
a compra de insumos , em etapas anteriores da produção.
Embora reduza a burocracia, a mudança não chega a ser
profunda. Essa já é a sistemática de
cobrança do PIS/Cofins, que geram 90% da receita das
contribuições a serem extintas. A dúvida é
que alíquotas -a Fazenda fala em duas ou três para o
imposto- serão necessárias para manter a receita hoje
gerada pela Cide e o salário-educação e,
eventualmente, compensar a redução da
contribuição previdenciária patronal. A outra
mudança prevista na tributação federal é
ainda mais simples: a CSLL, contribuição social incidente
sobre o lucro das empresas, será incorporada ao Imposto de Renda
das pessoas jurídicas e seus acompanhantes, cuja base de cálculo é
basicamente a mesma. Os dois tributos só são cobrados
separadamente hoje porque o destino da arrecadação de
cada um é diferente. Novo ICMS O que faz a reforma merecer esse
nome é a proposta de uma legislação única
para o ICMS, o tributo nacional de maior arrecadação.
Não só se propõe extinguir as
legislações existentes nos 26 Estados e no Distrito
Federal como também mudar o mecanismo de cobrança, que
passaria da origem para o destino das mercadorias e serviços.
É na tentativa de fixar alíquotas uniformes em todo o
território nacional que reside o maior risco de aumento de carga
tributária na proposta de Lula. Como os Estados mais pobres, que
cobram as alíquotas mais altas, não podem ser
prejudicados, a solução pode ser a
generalização dessas alíquotas. Um exemplo sempre
citado é o do óleo diesel, produto importante para a
receita dos Estados mais pobres, onde as alíquotas do ICMS
chegam a 18%. Estados mais ricos, como São Paulo e Minas Gerais,
não dependem tanto de um só produto e cobram
alíquotas de 12%. Mesmo que as alíquotas não subam
com a uniformização, o governo espera grande aumento de
receita com o novo ICMS, devido à formalização de
empresas e pela menor sonegação. 3- Criatividade e
inovação: o verdadeiro diferencial das empresas Data.:
01/02/2008 Fonte.: RH.com.br O ambiente competitivo atual tem sido
regido pela transformação tecnológica,
globalização, competição acirrada e extrema
ênfase na relação custo-benefício, qualidade
e satisfação do cliente e acompanhantes, exigindo um foco muito maior na
criatividade e na inovação como competência
estratégica das organizações. Competência
estratégica essa que se não for rapidamente priorizada e
incrementada, a organização tenderá a ficar
obsoleta tal é a rapidez das mudanças e da
implementação de novos serviços de guia classificados e demais produtos. No
passado, o que imperava era o valor da padronização dos
processos de trabalho, mas agora o cerne são as pessoas, como
assimiladoras e criadoras do conhecimento que as
organizações precisam para serem competitivas. Estamos no
terceiro milênio! Os concorrentes estão em qualquer lugar
não mais reduzidos a aspectos geográficos, não
há fronteiras e, dessa forma inicia-se um processo de
revitalização dos seres humanos e acompanhantes de sua capacidade
criativa, conhecedora e de aprendizagem constante diferenciando-o
através dos seus talentos. As pessoas, hoje, têm acesso a
muita informação, seja por meio da televisão, dos
jornais, de revistas, da Internet, dos telefones ou da mídia.
Porém, a forma de se utilizar e combinar tudo o que se tem
disponível diferentemente do concorrente é que pode
significar lucros para a empresa. Mas como incentivar e expandir essa
competência pelo maior número possível de pessoas
na empresa? A primeira etapa é concernente ao formato de
gestão da própria organização. Se ela
não permitir o afloramento destas características nos
seus colaboradores, a criatividade ficará latente ou apenas
restrita aos projetos pessoais de cada um, mas não terá
lugar na sua vida profissional. Criatividade e inovação
são importantes? Qualquer organização dirá
que sim! Afinal num mundo mutante, a estagnação é
a entropia! Mas há coerência entre o discurso e a
ação? Aí é uma outra conversa... E esta
incoerência pode manifestar-se de várias formas: o
líder que não ouve aquela idéia do seu
colaborador, porque sempre no momento está muito ocupado, ou
até permite que o colaborador exponha, mas continua seus
afazeres olhando os seus e-mails ou fazendo outras atividades no
computador, sem dar a menor atenção ao que o outro acompanhante fala.
O paradoxo pode se manifestar, também, através daquela
reunião (que na verdade é uma exposição
unilateral da liderança) e que não se dá lugar a
questionamentos, perguntas ou abertura a sugestões dos
colaboradores, ou seja, são aspectos não ditos, mas
captáveis de que não se valoriza a
participação, a liberdade de expressão e a
contribuição das idéias das pessoas na empresa.
Outros aspectos que inibem o desenvolvimento da criatividade
são, por exemplo, a falta de reconhecimento ao colaborador ou
à equipe que fez um excelente trabalho, um clima de muita
pressão e estresse para a obtenção de resultados a
curto prazo, a falta de flexibilidade das lideranças, o conflito
entre equipes de trabalho e acompanhantes, a falta de estímulo a trabalhos de
equipes inter-funcionais, poucos treinamentos ou estes são
deficientes, a ausência de aprovação de recursos
para a implantação de novas idéias. Ou seja, uma
empresa que sabe da importância de se oferecer produtos e
serviços inovadores, porém que não propicia um
clima organizacional que facilite a criatividade e a
inovação. E, por outro lado, como expandir a capacidade
criativa nas pessoas? Algumas pessoas fazem as mesmas coisas e de forma
repetida todos os dias e isso significa que o mesmo dia vai se
repetindo indefinidamente por todos os dias da vida com
diferenças mínimas. A mesma rotina, os mesmos lugares, as
mesmas pessoas, os mesmos hábitos, o mesmo conhecimento, o mesmo
trabalho, o mesmo caminho, os mesmos programas e, assim por diante.
Dessa forma, é difícil inspiração para que
a criatividade deixe de ficar submersa! Se a pessoa quer ser criativa,
deve fazer coisas diferentes todos os dias! Mudar o seu ambiente de
trabalho, mudar alguma coisa no seu lar, ver novos filmes, ir a novos
lugares, falar com novas pessoas, ler livros variados. Na medida em que
a mente fica exposta a novidades, há estímulo, a
observação fica mais aguçada e é mais
fácil fazer novas conexões entre as idéias. Por
outro lado, quando a pessoa tem paixão pelo trabalho que
realiza, a criatividade manifesta-se mais espontaneamente, já
que a tarefa é sentida prioritariamente como prazerosa, acima do
dever, da obrigação. O autodesenvolvimento com
conhecimento não apenas na área de atuação,
mas em outros temas, amplia os horizontes e ajuda, também, nas
conexões de idéias variadas. Cabe ressaltar também
a habilidade de se trabalhar em equipe, já que muitas vezes as
idéias pegam “carona” umas com as outras e a
sinergia do trabalho de um grupo coeso e diversificado em suas
capacidades é muito maior do que a soma do intelecto dos
indivíduos que o compõe. Porém, algumas pessoas e seus acompanhantes
conseguem implementar suas idéias e outras não. Por que
não? Porque têm receio de se expor, medo do grupo social,
de parecerem ridículas e acabam acomodando-se. Para implantar
uma idéia criativa é preciso acima de tudo, de muita
determinação. A criatividade por si só não
basta. É preciso implementá-la. Transformá-la em
uma inovação concreta através de novos produtos,
serviços, formas de gestão etc., senão ela
não passa de uma elucubração mental e não
se transforma em ação. Fátima Holanda, Mestre em
Psicologia Social e da Personalidade
4-Faça diferente todos os dias! Data.: 30/11/2007 Fonte.:
RH.com.br Criatividade no dicionário quer dizer "ver-se, ter
coragem para empreender". Não seria isso que falta hoje a todos
nós nas empresas? Que mundo corporativo é este em que
vivemos, onde milhares de cursos, palestras, seminários e
até congressos são realizados, "tematizando" a
criatividade; ilustrando o perfil do profissional moderno como sendo
possuidor, entre outros, de criatividade para "batalhar" o seu
trabalho? Alias, essa é a questão de muitas palestras que
estão acontecendo neste exato momento "O que você fez de
diferente no dia de hoje em seu ambiente de trabalho?". Mas se criar
é a capacidade de dar origem, tirar do nada, imaginando,
inventando novas idéias, como fazer isto acontecer sem ousadia?
Sem coragem para empreender? Não é fácil ser
criativo. Não é fácil ter uma idéia em que
ninguém ainda pensou. E quando "dá o click" é
preciso correr, pois já dizia o poeta que o tempo não
pára e se demorar outro terá a mesma idéia e,
sendo mais rápido que você, terá "todos os
méritos da invenção". Aí, para criar algo
novo - de novo - será desanimador. Alias, já existem
escolas com conteúdos de criatividade obrigatórios em
suas disciplinas e em algumas universidades a criatividade faz parte da
grade curricular obrigatória. Agora pergunto: criatividade se
aprende? Com tantos cursos voltados para esse foco (ou seria "moda de
mercado"?), fico com medo de pensar que sim. Criatividade não
pode ser considerada um dom. Todos nós somos criativos. Afinal,
quando criança, como aprendemos a desenhar nossos rabiscos?
Ninguém nos ensina. Simplesmente desenhamos o que achamos que
devemos desenhar, pois ainda não possuímos padrões
estabelecidos. E é isso que falta em nós, quando adultos.
Deixamos de criar. Nos apegamos aos padrões que nos impedem de
crescer, ampliar e inovar. Alias, o novo, muitas vezes deixa de ser
aplaudido, pois nossos padrões consideram o novo, algo agressor,
como um "soco na vista". Mas não dá para sermos criativos
sem sermos ousados. Afinal, para criar algo novo, partindo do nada
é preciso empreender, ou seja, ousar. Pena que nossas
professoras, na pré-escola, muita das vezes, ao invés de
elogiar a crianção, preferem tentar interpretá-la
e mandar corrigir os "imperfeitos". Até hoje lembro quantas
vezes era obrigado a preencher os branquinhos deixados no desenho, pois
aquilo era falta de capricho no pintar. Agora, se todos nós
somos, por essência criativos, por que não ousamos
também? Devíamos ousar mais nas nossas idéias.
Não ter medo de ouvir "não". Acreditar naquilo que nossa
voz interior diz (todos somos um pouco "esquizofrênicos" e
ouvimos uma voz no nosso íntimo). Ousar a acreditar. Acreditar
em nós. Em nosso potencial. Agora, vamos voltar ao mundo real...
O mundo da falta de emprego, da falta de espaço dentro da
empresa para fazer algo novo, do cansaço excessivo, de sermos
meramente operatórios, esquecendo que podemos ser
estratégicos também. Vamos voltar ao mundo, onde é
preciso fazer o que o nosso superior quer e onde alguns, ainda
não permitem que possamos opinar. Apenas operar. Sim. Eu
também vivo nesse mundo. O desemprego me assusta. A empresa
não abre espaço para criar. Chego cansado em casa. Mas
tento fazer cada dia do meu trabalho de uma forma diferente. Tem dias,
que dá certo. Em outros, não. Porém, busco ousar.
Tento acreditar em mudanças. Arrisco. Só o fato de sentar
em frente ao computador e parar para pensar no que escrever aqui,
é uma forma de criar. Do nada, surgir um texto onde possa fazer
outros leitores a pensarem juntos. Aí entra o ousar. Afinal,
chego à conclusão que criar e ousar andam de mãos
dadas. Se não fosse isso, ainda estaríamos nos
comunicando por sinais de fumaça. Se navegar é preciso.
Criar é ainda mais. E aí, embalados pelo famoso ditado do
Chacrinha "Na televisão nada se cria; tudo se copia", o
adaptamos para o mundo corporativo e criamos o benchmarking. A forma
mais politicamente correta de copiarmos as idéias dos outros. E
isso é bom, pois colocamos em prática, outras
idéias, adaptadas às nossas realidades corporativas, e
tentamos fazer diferente. Ou seja, criamos situações ao
nosso dia-a-dia, baseadas em idéias pré-existentes.
Ousamos sair da mesmice. E não é essa a questão?
Fazer diferente todos os dias? Pois então. Que se faça o
benchmarking. Mas tenho medo que todos um dia decidam "colar" a
idéia do outro e ninguém mais criar; como ficaremos no
futuro próximo? Todos fazendo benchmarking e não
existindo uma única pessoa para criar novas idéias a
serem copiadas! As idéias se reciclam. E somente se ousarmos ser
diferentes é que elas surgem e daí boas novas para todos
poderão acontecer. O importante é não permitir que
sejamos apenas operadores. E sim, tirarmos uns minutos por dia e
perguntar: como eu posso fazer isso ser diferente? A resposta? Bem,
isso eu não tenho de imediato. Mas acredito que depende de cada
um buscá-la. A empresa pode sim, oferecer alguns instrumentos,
momentos, onde a criatividade possa ser exercida. Um líder que
esteja aberto às novas idéias; um curso que venha
contribuir para mudanças; liberdade para exercer melhor nossas
funções. Isso tudo pode contribuir. Algumas
organizações, até culturalmente podem não
ter essa abertura. Mas não é melhor estarmoscom a
consciência de que tentamos? Correr atrás. Ousar. Expor as
idéias. Fazer acontecer? O não de hoje pode ser a
solução de amanhã. Daniel Stur - É
pedagogo, habilitado em administração escolar com
ênfase em RH. 5- A motivação e seu papel para
atingir resultados organizacionais Data.: 7/11/2007 Fonte.: RH.com.br
Os resultados operacionais dependem em grande parte dos recursos
humanos nas organizações. Como motivar esses recursos a
alcançar os resultados desejados e necessários tem sido
tema de preocupação entre as organizações.
Esta motivação tem duas vertentes teóricas, a
behaviorista, onde a motivação pode vir do ambiente e o
enfoque comportamental, em que se deve buscar uma
energização dos funcionários. Porém estes
enfoques nem sempre são comprovados. As empresas buscam
atualmente a aplicação de programas de Qualidade de Vida
no Trabalho (QVT) como forma de alavancar estes resultados. Contudo, a
mensuração dos resultados advindos destes programas e a
percepção de melhoria para os trabalhadores e seus acompanhantes ainda
está em fase embrionária. A fragmentação e
a degradação do trabalho e conseqüentemente do
trabalhador, vem obrigando as organizações a buscarem
formas de fazer cada vez mais atividades em um menor tempo e a um custo
competitivo com o que o mercado quer pagar. O fim do emprego já
é uma realidade. Trabalhadores que faziam da
organização uma segunda casa, passando décadas
trabalhando nesta até sua aposentadoria, constitui-se hoje numa
raridade. As novas tecnologias, notadamente com o casamento entre
informática e comunicação, vêm exigindo uma
constante atualização e qualificação do
empregado. Para manter o nível de produtividade, as empresas
lançam mão de toda sorte de mecanismos para aumentar a
chamada “motivação” da equipe. Consagrada
inicialmente pela Psicologia, as teorias motivacionais, ou que buscavam
estudar este efeito no trabalhador e sua produtividade, pulularam
também no âmbito das ciências administrativas.
Vários teóricos dedicaram-se ao estudo do tema como
Maslow e Herzberg. Qualquer tentativa de se falar em gestão
motivacional está ligada tanto às práticas
organizacionais quanto às expectativas daquelas pessoas nelas
envolvidas. Desta forma, as organizações vêm
buscando oferecer uma série de “prêmios” para
motivar no trabalhador esta vontade de fazer. As áreas de RH nas
empresas seriam as patrocinadoras desta empreitada. Com este
cenário desenhado, várias atividades vêm ganhando
corpo nas empresas, o que se convencionou chamar de Programas de
Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): atividades esportivas, eventos
culturais e de turismo, avaliação de desempenho, apenas
para citar alguns, são formas de aplicação de
programas de QVT. Estes programas devem ser ligados aos objetivos
empresariais, fazendo uma perfeita simbiose entre as metas
organizacionais e os interesses dos trabalhadores, acompanhantes de serviço. Entretanto, a
mensuração destes programas à
satisfação do empregado e sua correlação
com os resultados operacionais ainda se encontram difíceis de se
quantificar. Em pesquisa realizada em uma das empresas mais admiradas
para se trabalhar, segundo a revista Exame, observou-se quase que de
forma unânime, que práticas voltadas à melhoria da
qualidade de vida no trabalho impactam positivamente a produtividade
através de um maior comprometimento, fidelidade à
empresa, melhoria do clima interno, maior disposição para
o trabalho e maior atratividade da empresa por conta dos
benefícios oferecidos por esta. No entanto, fica claro
também que existe uma lacuna a ser preenchida no que se refere
à divulgação dos programas de QVT. Parece ainda
não estar claro para os trabalhadores, até mesmo por
desconhecimento das ações, as atividades oferecidas
nestes programas, o que pode acarretar numa diminuição de
sua efetividade na percepção dos empregados. Mesmo com
uma divulgação clara dessas ações, ainda se
corre o risco de se ter pouca efetividade, nestes programas de QVT:
inicialmente haverá uma reação positiva, partindo
para uma fase de transitoriedade e que pode descambar para uma
discussão sobre os critérios de premiação.
Os cuidados não param por aí. Este furor com o tema
motivação pode ser contestado a partir de quatro pontos
de alerta: (1) o contexto da motivação é limitado
a uma microperspectiva e favorece explicações causais;
(2) a motivação teria deixado seu conteúdo
cientifico para se transformar em instrumento pragmático de
influência do comportamento humano; (3) as teorias motivacionais
perderam o caráter mais abrangente de preocupação
com as pessoas e as organizações em virtude das
tendências comportamentalistas dominantes e; (4) houve um
reducionismo destas teorias a um foco único de
satisfação e eficácia. A motivação
surgiria pela fragmentação do trabalho, estando as
empresas preocupadas nas questões de qualidade de vida
principalmente por necessidade de oferecer aos empregados uma troca de
cargos, que não mais existe, por um trabalho qualificado,
além de relacionar o trabalho à própria vida do
indivíduo e não apenas às horas passadas na
empresa. Para se minimizar os efeitos desta fragmentação,
levantamos a questão de que as teorias que apregoam a
motivação seriam meras tentativas de se esconder a perda
no sentido do trabalho e reverter o que pode se chamar de caos e da
destruição da falta de significado da própria
existência do indivíduo. Estamos fazendo cem anos do
surgimento da ciência administrativa. A
precarização do trabalhador vem tomando um novo rumo na
sociedade do conhecimento deste novo século. A
utilização de novas tecnologias exige cada vez mais uma
qualificação diferenciada da mão-de-obra. As
empresas buscam mecanismos de manter o trabalhador com um nível
razoável de satisfação para retirar deste uma
maior produtividade. Mas será que estamos no caminho certo?
Será que as organizações estão realmente
preocupadas com o bem-estar do indivíduo ou este é apenas
mais uma forma de melhorar a produtividade do trabalho? De qualquer
forma, deve-se lembrar que o período em que se passa na
organização é quase ou superior até mesmo o
que se passa com familiares e amigos. Transformar este ambiente
organizacional num mínimo de conforto físico e
psíquico é fundamental para o desenvolvimento do trabalho
e do trabalhador. Cristiano Rodrigues Pinho, Economista pela
Universidade de Fortaleza-UNIFOR, MBA em Finanças pelo IBMEC.
6- Criatividade é o combustível de uma empresa Data.:
24/10/2007 Fonte.: RH.com.br Um fato é bastante conhecido pelos
gestores de empresas dos mais variados segmentos e portes: por maiores
que tenham sido os avanços tecnológicos até aqui,
a criatividade humana continua sendo o principal aspecto na
diferenciação de uma empresa quando comparada aos seus
concorrentes. É a criatividade que impulsiona tanto as pequenas
quanto as grandes mudanças, e é por meio dela que se
altera um processo para economizar R$ 2.000,00 ou se lança um
novo produto para faturar R$ 2.000.000,00. A criatividade é o
combustível que impulsiona todas as iniciativas dentro de uma
organização. Sem ela não existem lucratividade e
prosperidade. Existem muitas variáveis que limitam a
criatividade das pessoas dentro das organizações, algumas
dessas variáveis são intrínsecas e outras
são extrínsecas ao individuo, mas independentemente da
origem, todas elas podem limitar o alcance de sua criatividade no
ambiente de trabalho. Dentre elas pode-se destacar a timidez, a
dificuldade em competir, a falta de abertura na
comunicação e a comunicação deficiente.
Enquanto o indivíduo expansivo libera grande parte de sua
energia dizendo o que sente e pensa, mostrando-se prestativo e se
fazendo perceber, o tímido reserva-se ao máximo e guarda
em si, além de sentimentos e emoções,
idéias de melhorias e críticas construtivas. Ele
poderá passar a se tornar invisível para quase todos,
exceto para um gestor mais perceptivo que seja capaz de notar suas
qualidades. Uma pessoa tímida tende a olhar mais para dentro de
si mesma, e isso traz algumas vantagens em termos de criatividade. Por
estar mais acostumado a passar longos períodos em
silêncio, refletindo sobre algum assunto específico de
forma profunda e detalhada, ele consegue organizar melhor os
pensamentos e raciocinar de forma lógica a respeito dos eventos.
Alguns deles podem se mostrar distraídos, fruto de sua
tendência de se concentrar em seu interior e esquecer do mundo
externo, mas dentro de si, suas mentes estão exercendo todo seu
potencial criativo, mesmo que as pessoas ao redor não percebam
isso. Eles vêem o mundo lá fora num relance, prestam
atenção em certos aspectos que lhes chamam a
atenção e depois refletem sobre aquele mesmo aspecto em
busca de alguma resposta para suas perguntas. Isso pode os levar a
soluções simples para problemas aparentemente complexos.
Cabe ao gestor perceber o potencial de cada uma dessas pessoas e saber
trabalhar com essas características de modo a extrair o seu
melhor. Outras pessoas podem sentir um profundo receio de competir com
as demais, geralmente por medo de perder a disputa. Para alguns, o medo
da derrota é tão ou mais apavorante do que outras coisas
que causam mais medo nas outras pessoas. Dentro de uma empresa, isso
pode ser um fator muito relevante para represar a criatividade. O
problema se tornará ainda mais evidente quando a equipe for
mesclada com pessoas que tem medo da competição e outras
que sejam altamente competitivas. O gestor deve acompanhar de perto
esse caso e verificar a necessidade de fazer modificações
na organização da equipe e na distribuição
das tarefas. É preciso ainda se lembrar de que a
competição é saudável no ambiente
profissional, mas também é preciso lembrar-se de que a
concorrência em excesso pode levar a conflitos na equipe, o que
fatalmente conduzirá a perda de eficiência. A
concorrência em excesso é como um freio para a
máquina empresarial, fazendo com que ela apresente rendimento
inferior ao que poderia obter. Cabe ao gestor, então, encontrar
maneiras de gerir sua equipe de tal modo que os mais competitivos de
retenham um pouco, e os menos competitivos descubram as vantagens da
competição e principalmente, descubram que perder uma
competição também é um modo de aprender. Os
outros dois fatores citados (falta de abertura na
comunicação ou comunicação deficiente)
são igualmente relevantes e muitas vezes podem ter origem no
próprio gestor do departamento. Gestores que não permitem
a aproximação de seus liderados estão na verdade
impedindo que o fluxo de idéias criativas chegue até ele.
Em muitos casos, a solução para os problemas do
departamento, tanto os problemas pequenos quanto os grandes,
está bem ali, ao alcance de uma simples conversa entre o
liderado e o gestor, mas como este último mantém
distância de sua equipe, acaba não tendo acesso a essas
informações. Problema semelhante acontece quando existem
ruídos na comunicação, o que acontece
especialmente quando o gestor recebe informações de
terceiros ou quando ele assume uma postura de superioridade frente aos
liderados, fazendo com que eles tenham dificuldades em expor suas
idéias criativas. Um gestor deve ser como a cabeça
é para o corpo. A cabeça controla o restante do corpo,
mas também depende do próprio corpo para sobreviver. O
gestor controla a equipe, mas também depende dela para obter
êxito em seus projetos e continuar sua escalada profissional. Sem
uma boa equipe o gestor terá muito mais dificuldade para
alcançar o sucesso, pois uma única cabeça
não tem todas as respostas em guias. E qual a função do
nesse processo? Ao RH cabe trabalhar em conjunto com os gestores de
cada área de modo a detectar os problemas existentes e propor
métodos para sua solução. Nem sempre é
fácil para o gestor da área perceber os problemas do seu
próprio departamento, tanto por estar dentro do processo quanto
por não ter necessariamente uma formação mais
sólida na Gestão de Pessoas. É mais fácil
perceber os problemas quando se assume uma postura de
isenção em relação a eles. O RH
poderá contribuir justamente por estar fora daquele processo
específico, o que facilita a observação e
análise. Além disso, o RH é altamente
especializado na gestão de pessoas, fator preponderante na
construção e etil de uma estratégia para solucionar esses
problemas. Uma outra questão importante a ser considerada pelo
RH está relacionada com alguns gestores que embora tenham
consciência sobre os problemas, procuram negar sua
existência. Isso pode ter motivação na
própria insegurança do gestor, que teme ser
responsabilizado pelo problema existente e conseqüentemente perder
pontos na avaliação da empresa. Para contornar isso, o RH
deve procurar tranqüilizar o gestor explicando que a ele cabe uma
parcela da responsabilidade pela gestão da equipe, mas em se
tratando de questões como estas, a experiência e a
especialização do RH são requeridas, pois sem
elas, não há como garantir uma perfeita sintonia entre o
que as pessoas podem oferecer e o que empresa deseja obter delas.
Quando esse trabalho é bem feito, a semente da criatividade
estará sendo plantada na empresa, e poucas coisas trazem
resultados melhores do que investir nas pessoas e transformá-las
em uma fábrica de idéias. Luiz Moreira - Supervisor do
Atendimento ao Consumidor e Suporte Técnico da Semp Toshiba.
7- Fretes rodoviários: O barato que sai caro Por paradoxal que
possas parecer, o Brasil tem um dos fretes rodoviários mais
baratos do mundo para quem o paga, mas um transporte caríssimo
para o conjunto da sociedade. Segundo a COPPEAD (da Universidade
Federal do Rio de Janeiro), o frete rodoviário brasileiro custa,
em média, apenas US$ 18,00 por mil tkm movimentadas. Nos Estados
Unidos – onde os fretes são inferiores aos praticados na
Europa – este custo chega a US$ 56,00. Pode-se alegar que a
mão-de-obra americana é muito mais cara do que a
brasileira. Em compensação, as estradas nacionais
são muito piores (segundo a CNT, 76% estão em estado
péssimo, ruim ou deficiente), o que aumenta as despesas com
manutenção, pneus e combustível (mesmo sendo o
diesel ligeiramente mais barato no Brasil). O frete é
irrisório porque não existe nenhuma
restrição à entrada de novos operadores no setor.
Além disso, a baixa escolaridade dos autônomos cria uma
forte barreira de saída. Ou seja, o transporte é uma
atividade na qual muitos entram e poucos saem. O mesmo estudo da
COPPEAD mostra que o frete rodoviário está abaixo do
custo operacional do transporte, mesmo quando não se computam a
depreciação do equipamento e a remuneração
do capital. Aparentemente, o transportador prefere subsidiar seus
clientes a sair do mercado. Na verdade, não se trata de escolha,
mas de falta de alternativa: há muito empresário
refém da sua empresa; não a fecha porque não tem
dinheiro para isso, e não requer autofalência porque essa
é uma decisão traumática, além de se
contrapor à esperança teimosa no amanhã, que
caracteriza as pessoas com espírito empreendedor. Mas, como se
afirmou no início, o milagre do frete baixo tem um custo
altíssimo para a sociedade que, todavia, não se dá
conta disso. Entre essas externalidades negativas destacam-se o elevado
consumo de combustível, o aumento das emissões veiculares
e o número absurdo de acidentes no trânsito. No Brasil,
morrem anualmente 213 pessoas a cada 1.000 km de rodovias pavimentadas.
Este índice é de 10 e 70 vezes maior do que os dos
países do G7, que variam entre 3 (Canadá) e 21
(Itália) pessoas mortas a cada 1.000 km de rodovias
pavimentadas. O vergonhoso índice brasileiro indica que, nos
nossos 160 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, morrem cerca
de 34 mil pessoas por ano. Este número de mortes equivale a um
acidente fatal com um Boeing 737, lotado, a cada 36 horas! Mais:
acidentes de trânsito ocupam o segundo lugar na lista de
problemas de saúde pública do país, perdendo
apenas para a desnutrição. Cerca de 62% dos leitos de
traumatologia dos hospitais são ocupados por acidentados de
trânsito. As estatísticas do Geipot mostram que, embora os
1,8 milhão de caminhões existentes representem apenas
5,3% da frota total de veículos automotores (de 33,7
milhões de unidades), os veículos de carga respondem por
cerca de 29% dos acidentes ocorridos nas rodovias federais. Não
é difícil identificar as causas de tamanha
insegurança. Além do mau estado de
conservação das rodovias, uma das mais importantes
é a elevada idade dos caminhões. Como o frete não
cobre a depreciação do veículo, a idade
média da frota nacional já atinge alarmantes 18 anos. E a
tendência deste valor é crescer, pois as vendas da
indústria automobilística (50 mil caminhões por
ano em média) não são suficientes para
contrabalançar o envelhecimento da maior parte da frota. Ora, os
caminhões velhos são mais inseguros, especialmente
porque, devido ao baixo frete, recebem manutenção
precária. Segundo dados da CNT, os gastos médios com
manutenção dos motoristas autônomos estão na
faixa de R$ 0,16 por quilômetro rodado, ou seja, cerca de 30% do
nível considerado adequado.O mais grave é que este gasto,
ao invés de subir com a idade do veículo, como seria
natural, vem caindo para os caminhões anteriores a 1985. Ao
obsoletismo da frota e à má conservação das
estradas somam-se outros fatores como o excesso carga, de velocidade e
de horas trabalhadas, em busca do aumento da receita. De acordo com as agendas do
mesmo estudo citado inicialmente, a jornada média de trabalho
chega a 15 horas para os autônomos e 14,5 horas para os
motoristas de transportadoras. Quanto ao índice de
emissões de gases – é ainda a COPPEAD que esclarece
– enquanto o Brasil gera 1,29 gramas de óxidos
nitrogenados por tku, nos Estados Unidos este índice é de
apenas 0,94. Já a emissão de monóxido de carbono
é de 0,56 gramas por tku nos Estados Unidos, chegando a 1,50 no
Brasil, quase três vezes mais. Mais uma vez, a culpa é da
frota sucateada. Cerca de 76%¨dos caminhões foram fabricados
antes de 1992, época em que não havia nenhum limite
à emissão de poluentes. Só para se ter uma
idéia do potencial de redução, comparem-se os
limites da Euro 3, que entrou em vigor na Europa em 2.001, com os que
vigoravam na Europa antes de 1.990: Evolução dos limites
de emissão (em g/kWh) POLUENTE Antes de 1.990 Euro 3
Redução Monóxido de carbono (CO) 14,0 1,4 90,0%
Hidrocarbonetos (HC) 3,5 0,4 88,6% Nitrogenados (NOx) 14,4 3,4 76,4%
Material particulado 0,40* 0,02 95,0% * a partir da Euro 1 (1992)
Fontes: IRU e MBB Constata-se também grande desperdício
de combustível. Segundo o COPPEAD, os EUA consomem 64,9 BTU por
dólar do PIB, enquanto no Brasil este índice é
quase 30% maior. Como se sabe, a importação de
petróleo e de seus derivados tem sido fortemente condicionada
pelo diesel, cujo consumo chega a 35 bilhões de litros por ano.
Assim, uma redução de 30% no consumo de diesel poderia
não só aproximar o país da tão sonhada
auto-suficiência em petróleo, como gerar uma economia
anual da ordem de R$ 10 bilhões, importância superior
à arrecadação proporcionada pela
recém-criada CIDE (contribuição de
intervenção no domínio econômico). Embora
exija também treinamento de motoristas e
recuperação das estradas, esta economia passa
inevitavelmente por uma efetiva renovação da frota. Ao
longo dos últimos quarenta anos, os motores evoluíram das
obsoletas tecnologias de injeção indireta e
aspiração natural para o controle eletrônico do
diesel, passando pelo turbinamento e o resfriamento dos gases de
escape. Tudo isso teve efeitos fantásticos sobre o consumo de
combustível . Tais benefícios, porém, ainda
não chegaram à maior parte da frota nacional. Cabe
à sociedade e seus acompanhantes, primeiro tomar conhecimento desta realidade
pouquíssimo discutida e, depois, decidir se está disposta
a continuar pagando preço tão elevado pelo duvidoso
privilégio de ostentar o frete rodoviário mais barato do
mundo. (*) O autor é presidente da Associação
Nacional do Transporte de Cargas - NTC
