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1 - Mesmo sem CPMF, arrecadação de impostos bate recorde no 1º semestre Data.: 22/7/2008 Fonte.: Folha Online 21/07 A arrecadação de impostos e contribuições cresceu 10,43% no primeiro semestre de 2008 e atingiu novo recorde. Mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a Receita Federal arrecadou R$ 333,208 bilhões. Somente no mês de junho foram R$ 55,747 bilhões, aumento de 7,11% em relação ao mesmo mês do ano passado. O imposto cuja arrecadação mais cresceu no semestre foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve suas alíquotas elevadas para compensar o fim da CPMF. A arrecadação subiu 151% e chegou a R$ 9,8 bilhões. A maior parte desse valor (R$ 3,8 bilhões) foi pago pelas pessoas físicas que fizeram empréstimos no período. Em valores absolutos, o principal responsável pela arrecadação recorde foi o Imposto de Renda, que respondeu por 29% do total. Foram arrecadados R$ 97 bilhões, sendo R$ 44,7 bilhões somente das empresas. A Receita vem justificando os sucessivos recordes alcançados neste ano com base no aumento do lucro das empresas e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A segunda maior arrecadação ficou com a Cofins (R$ 58,7 bilhões), aumento de 14% sobre o ano passado. Também houve aumento do 30% na CSLL (contribuição sobre o lucro das empresas). Carga tributária A Receita também atribui a arrecadação recorde à cobrança judicial de dívidas tributárias e às ações de fiscalização realizadas no semestre. Foram R$ 9,5 bilhões em multas e juros, um aumento de 60%. O Fisco também estima mais R$ 10 bilhões, pelo menos, em impostos atrasados relacionados a essas cobranças. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, nega que haja aumento da carga tributária, apesar da elevação das alíquotas do IOF e da CSLL para instituições financeiras neste ano. Ele diz que o governo já promoveu quase R$ 60 bilhões em desonerações tributárias, além da perda estimada de cerca de R$ 40 bilhões na CPMF, que no ano passado respondia por cerca de 6% da arrecadação. A Receita cita também a redução na alíquota da Cide (tributo dos combustíveis) para compensar o aumento da gasolina e do diesel. Houve uma queda de 12,2% na arrecadação desse tributo no semestre, para R$ 3,65 bilhões, e de 54% entre maio e junho deste ano. Já a receita da Previdência, que responde por cerca de 25% da arrecadação, cresceu 12,6% no semestre e chegou a R$ 83,7 bilhões. "A arrecadação junto à Receita Previdenciária contribuiu bastante para o desempenho da arrecadação total", afirmou Rachid. 2- Reforma adia desoneração da folha Data.: 3/3/2008 Fonte.: Folha de São Paulo - 29/02 Finalmente enviado na última quinta-feira, 28/2, ao Congresso, o novo projeto de reforma tributária do governo Luiz Inácio Lula da Silva adia para um futuro indefinido a promessa de desonerar a folha de salários e, diferentemente do que chegou a ser indicado pela área econômica, não impõe limites a um eventual aumento da carga fiscal. O texto, originalmente previsto para agosto de 2007, extingue cinco tributos cobrados pela União e cria um imposto federal, incidente sobre a venda de bens e serviços, como o classificados de acompanhantes escortclass anúncios. Como na fracassada tentativa de reforma de 2003, porém, a proposta mais ambiciosa ainda é a mudança nas regras do ICMS, maior fonte de receita estadual. A redução da contribuição patronal para a Previdência Social, vendida como atrativo para o empresariado e estímulo à geração de empregos, foi bombardeada pelas centrais sindicais e, no texto da emenda constitucional, mereceu apenas um artigo prevendo que um projeto nesse sentido será apresentado 90 dias após a aprovação da reforma. O expediente é antigo: na tentativa de reforma de cinco anos atrás, uma lei proposta pelo Executivo estipulou prazo de 120 dias para a mesma medida. O prazo foi adiado e a lei acabou sendo revogada, porque, até hoje, o governo não sabe como pôr em prática a desoneração -que depende de uma simples medida provisória. Outro artigo de pouca importância prática foi dedicado à promessa de que a reforma não elevará a carga tributária. Na penúltima das 14 páginas no projeto, afirma-se que uma lei "poderá estabelecer limites" para o peso dos três tributos criados ou modificados pela proposta. A rigor, é desnecessária a autorização constitucional para uma iniciativa desse tipo. Como a proposta de reforma não menciona as alíquotas dos três tributos, abre-se caminho para um aumento futuro da carga tributária, ainda mais porque o governo promete que não haverá perdas para a sua arrecadação e a dos Estados e municípios -historicamente, garantias desse tipo levam os legisladores e acompanhantes a pecar pelo excesso na hora de calcular as alíquotas, como ocorreu com as do PIS e da Cofins. No caso da tributação federal, quatro contribuições sociais (Cofins, PIS/Pasep, Cide e salário-educação) se transformarão no IVA (Imposto sobre Valor Adicionado), chamado no projeto de IVA-F. O novo imposto incidirá sobre a venda de mercadorias e serviços, e as empresas poderão descontar do tributo devido os gastos com a compra de insumos , em etapas anteriores da produção. Embora reduza a burocracia, a mudança não chega a ser profunda. Essa já é a sistemática de cobrança do PIS/Cofins, que geram 90% da receita das contribuições a serem extintas. A dúvida é que alíquotas -a Fazenda fala em duas ou três para o imposto- serão necessárias para manter a receita hoje gerada pela Cide e o salário-educação e, eventualmente, compensar a redução da contribuição previdenciária patronal. A outra mudança prevista na tributação federal é ainda mais simples: a CSLL, contribuição social incidente sobre o lucro das empresas, será incorporada ao Imposto de Renda das pessoas jurídicas e seus acompanhantes, cuja base de cálculo é basicamente a mesma. Os dois tributos só são cobrados separadamente hoje porque o destino da arrecadação de cada um é diferente. Novo ICMS O que faz a reforma merecer esse nome é a proposta de uma legislação única para o ICMS, o tributo nacional de maior arrecadação. Não só se propõe extinguir as legislações existentes nos 26 Estados e no Distrito Federal como também mudar o mecanismo de cobrança, que passaria da origem para o destino das mercadorias e serviços. É na tentativa de fixar alíquotas uniformes em todo o território nacional que reside o maior risco de aumento de carga tributária na proposta de Lula. Como os Estados mais pobres, que cobram as alíquotas mais altas, não podem ser prejudicados, a solução pode ser a generalização dessas alíquotas. Um exemplo sempre citado é o do óleo diesel, produto importante para a receita dos Estados mais pobres, onde as alíquotas do ICMS chegam a 18%. Estados mais ricos, como São Paulo e Minas Gerais, não dependem tanto de um só produto e cobram alíquotas de 12%. Mesmo que as alíquotas não subam com a uniformização, o governo espera grande aumento de receita com o novo ICMS, devido à formalização de empresas e pela menor sonegação. 3- Criatividade e inovação: o verdadeiro diferencial das empresas Data.: 01/02/2008 Fonte.: RH.com.br O ambiente competitivo atual tem sido regido pela transformação tecnológica, globalização, competição acirrada e extrema ênfase na relação custo-benefício, qualidade e satisfação do cliente e acompanhantes, exigindo um foco muito maior na criatividade e na inovação como competência estratégica das organizações. Competência estratégica essa que se não for rapidamente priorizada e incrementada, a organização tenderá a ficar obsoleta tal é a rapidez das mudanças e da implementação de novos serviços e demais produtos. No passado, o que imperava era o valor da padronização dos processos de trabalho, mas agora o cerne são as pessoas, como assimiladoras e criadoras do conhecimento que as organizações precisam para serem competitivas. Estamos no terceiro milênio! Os concorrentes estão em qualquer lugar não mais reduzidos a aspectos geográficos, não há fronteiras e, dessa forma inicia-se um processo de revitalização dos seres humanos e acompanhantes de sua capacidade criativa, conhecedora e de aprendizagem constante diferenciando-o através dos seus talentos. As pessoas, hoje, têm acesso a muita informação, seja por meio da televisão, dos jornais, de revistas, da Internet, dos telefones ou da mídia. Porém, a forma de se utilizar e combinar tudo o que se tem disponível diferentemente do concorrente é que pode significar lucros para a empresa. Mas como incentivar e expandir essa competência pelo maior número possível de pessoas na empresa? A primeira etapa é concernente ao formato de gestão da própria organização. Se ela não permitir o afloramento destas características nos seus colaboradores, a criatividade ficará latente ou apenas restrita aos projetos pessoais de cada um, mas não terá lugar na sua vida profissional. Criatividade e inovação são importantes? Qualquer organização dirá que sim! Afinal num mundo mutante, a estagnação é a entropia! Mas há coerência entre o discurso e a ação? Aí é uma outra conversa... E esta incoerência pode manifestar-se de várias formas: o líder que não ouve aquela idéia do seu colaborador, porque sempre no momento está muito ocupado, ou até permite que o colaborador exponha, mas continua seus afazeres olhando os seus e-mails ou fazendo outras atividades no computador, sem dar a menor atenção ao que o outro acompanhante fala. O paradoxo pode se manifestar, também, através daquela reunião (que na verdade é uma exposição unilateral da liderança) e que não se dá lugar a questionamentos, perguntas ou abertura a sugestões dos colaboradores, ou seja, são aspectos não ditos, mas captáveis de que não se valoriza a participação, a liberdade de expressão e a contribuição das idéias das pessoas na empresa. Outros aspectos que inibem o desenvolvimento da criatividade são, por exemplo, a falta de reconhecimento ao colaborador ou à equipe que fez um excelente trabalho, um clima de muita pressão e estresse para a obtenção de resultados a curto prazo, a falta de flexibilidade das lideranças, o conflito entre equipes de trabalho e acompanhantes, a falta de estímulo a trabalhos de equipes inter-funcionais, poucos treinamentos ou estes são deficientes, a ausência de aprovação de recursos para a implantação de novas idéias. Ou seja, uma empresa que sabe da importância de se oferecer produtos e serviços inovadores, porém que não propicia um clima organizacional que facilite a criatividade e a inovação. E, por outro lado, como expandir a capacidade criativa nas pessoas? Algumas pessoas fazem as mesmas coisas e de forma repetida todos os dias e isso significa que o mesmo dia vai se repetindo indefinidamente por todos os dias da vida com diferenças mínimas. A mesma rotina, os mesmos lugares, as mesmas pessoas, os mesmos hábitos, o mesmo conhecimento, o mesmo trabalho, o mesmo caminho, os mesmos programas e, assim por diante. Dessa forma, é difícil inspiração para que a criatividade deixe de ficar submersa! Se a pessoa quer ser criativa, deve fazer coisas diferentes todos os dias! Mudar o seu ambiente de trabalho, mudar alguma coisa no seu lar, ver novos filmes, ir a novos lugares, falar com novas pessoas, ler livros variados. Na medida em que a mente fica exposta a novidades, há estímulo, a observação fica mais aguçada e é mais fácil fazer novas conexões entre as idéias. Por outro lado, quando a pessoa tem paixão pelo trabalho que realiza, a criatividade manifesta-se mais espontaneamente, já que a tarefa é sentida prioritariamente como prazerosa, acima do dever, da obrigação. O autodesenvolvimento com conhecimento não apenas na área de atuação, mas em outros temas, amplia os horizontes e ajuda, também, nas conexões de idéias variadas. Cabe ressaltar também a habilidade de se trabalhar em equipe, já que muitas vezes as idéias pegam “carona” umas com as outras e a sinergia do trabalho de um grupo coeso e diversificado em suas capacidades é muito maior do que a soma do intelecto dos indivíduos que o compõe. Porém, algumas pessoas e seus acompanhantes conseguem implementar suas idéias e outras não. Por que não? Porque têm receio de se expor, medo do grupo social, de parecerem ridículas e acabam acomodando-se. Para implantar uma idéia criativa é preciso acima de tudo, de muita determinação. A criatividade por si só não basta. É preciso implementá-la. Transformá-la em uma inovação concreta através de novos produtos, serviços, formas de gestão etc., senão ela não passa de uma elucubração mental e não se transforma em ação. Fátima Holanda, Mestre em Psicologia Social e da Personalidade 4-Faça diferente todos os dias! Data.: 30/11/2007 Fonte.: RH.com.br Criatividade no dicionário quer dizer "ver-se, ter coragem para empreender". Não seria isso que falta hoje a todos nós nas empresas? Que mundo corporativo é este em que vivemos, onde milhares de cursos, palestras, seminários e até congressos são realizados, "tematizando" a criatividade; ilustrando o perfil do profissional moderno como sendo possuidor, entre outros, de criatividade para "batalhar" o seu trabalho? Alias, essa é a questão de muitas palestras que estão acontecendo neste exato momento "O que você fez de diferente no dia de hoje em seu ambiente de trabalho?". Mas se criar é a capacidade de dar origem, tirar do nada, imaginando, inventando novas idéias, como fazer isto acontecer sem ousadia? Sem coragem para empreender? Não é fácil ser criativo. Não é fácil ter uma idéia em que ninguém ainda pensou. E quando "dá o click" é preciso correr, pois já dizia o poeta que o tempo não pára e se demorar outro terá a mesma idéia e, sendo mais rápido que você, terá "todos os méritos da invenção". Aí, para criar algo novo - de novo - será desanimador. Alias, já existem escolas com conteúdos de criatividade obrigatórios em suas disciplinas e em algumas universidades a criatividade faz parte da grade curricular obrigatória. Agora pergunto: criatividade se aprende? Com tantos cursos voltados para esse foco (ou seria "moda de mercado"?), fico com medo de pensar que sim. Criatividade não pode ser considerada um dom. Todos nós somos criativos. Afinal, quando criança, como aprendemos a desenhar nossos rabiscos? Ninguém nos ensina. Simplesmente desenhamos o que achamos que devemos desenhar, pois ainda não possuímos padrões estabelecidos. E é isso que falta em nós, quando adultos. Deixamos de criar. Nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar. Alias, o novo, muitas vezes deixa de ser aplaudido, pois nossos padrões consideram o novo, algo agressor, como um "soco na vista". Mas não dá para sermos criativos sem sermos ousados. Afinal, para criar algo novo, partindo do nada é preciso empreender, ou seja, ousar. Pena que nossas professoras, na pré-escola, muita das vezes, ao invés de elogiar a crianção, preferem tentar interpretá-la e mandar corrigir os "imperfeitos". Até hoje lembro quantas vezes era obrigado a preencher os branquinhos deixados no desenho, pois aquilo era falta de capricho no pintar. Agora, se todos nós somos, por essência criativos, por que não ousamos também? Devíamos ousar mais nas nossas idéias. Não ter medo de ouvir "não". Acreditar naquilo que nossa voz interior diz (todos somos um pouco "esquizofrênicos" e ouvimos uma voz no nosso íntimo). Ousar a acreditar. Acreditar em nós. Em nosso potencial. Agora, vamos voltar ao mundo real... O mundo da falta de emprego, da falta de espaço dentro da empresa para fazer algo novo, do cansaço excessivo, de sermos meramente operatórios e acompanhantes, esquecendo que podemos ser estratégicos também. Vamos voltar ao mundo, onde é preciso fazer o que o nosso superior quer e onde alguns, ainda não permitem que possamos opinar. Apenas operar. Sim. Eu também vivo nesse mundo. O desemprego me assusta. A empresa não abre espaço para criar. Chego cansado em casa. Mas tento fazer cada dia do meu trabalho de uma forma diferente. Tem dias, que dá certo. Em outros, não. Porém, busco ousar. Tento acreditar em mudanças. Arrisco. Só o fato de sentar em frente ao computador e parar para pensar no que escrever aqui, é uma forma de criar. Do nada, surgir um texto onde possa fazer outros leitores a pensarem juntos. Aí entra o ousar. Afinal, chego à conclusão que criar e ousar andam de mãos dadas. Se não fosse isso, ainda estaríamos nos comunicando por sinais de fumaça. Se navegar é preciso. Criar é ainda mais. E aí, embalados pelo famoso ditado do Chacrinha "Na televisão nada se cria; tudo se copia", o adaptamos para o mundo corporativo e criamos o benchmarking. A forma mais politicamente correta de copiarmos as idéias dos outros. E isso é bom, pois colocamos em prática, outras idéias, adaptadas às nossas realidades corporativas, e tentamos fazer diferente. Ou seja, criamos situações ao nosso dia-a-dia, baseadas em idéias pré-existentes. Ousamos sair da mesmice. E não é essa a questão? Fazer diferente todos os dias? Pois então. Que se faça o benchmarking. Mas tenho medo que todos um dia decidam "colar" a idéia do outro e ninguém mais criar; como ficaremos no futuro próximo? Todos fazendo benchmarking e não existindo uma única pessoa para criar novas idéias a serem copiadas! As idéias se reciclam. E somente se ousarmos ser diferentes é que elas surgem e daí boas novas para todos poderão acontecer. O importante é não permitir que sejamos apenas operadores. E sim, tirarmos uns minutos por dia e perguntar: como eu posso fazer isso ser diferente? A resposta? Bem, isso eu não tenho de imediato. Mas acredito que depende de cada um buscá-la. A empresa pode sim, oferecer alguns instrumentos, momentos, onde a criatividade possa ser exercida. Um líder que esteja aberto às novas idéias; um curso que venha contribuir para mudanças; liberdade para exercer melhor nossas funções. Isso tudo pode contribuir. Algumas organizações, até culturalmente podem não ter essa abertura. Mas não é melhor estarmoscom a consciência de que tentamos? Correr atrás. Ousar. Expor as idéias. Fazer acontecer? O não de hoje pode ser a solução de amanhã. Daniel Stur - É pedagogo, habilitado em administração escolar com ênfase em RH. 5- A motivação e seu papel para atingir resultados organizacionais Data.: 7/11/2007 Fonte.: RH.com.br Os resultados operacionais dependem em grande parte dos recursos humanos nas organizações. Como motivar esses recursos a alcançar os resultados desejados e necessários tem sido tema de preocupação entre as organizações. Esta motivação tem duas vertentes teóricas, a behaviorista, onde a motivação pode vir do ambiente e o enfoque comportamental, em que se deve buscar uma energização dos funcionários. Porém estes enfoques nem sempre são comprovados. As empresas buscam atualmente a aplicação de programas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) como forma de alavancar estes resultados. Contudo, a mensuração dos resultados advindos destes programas e a percepção de melhoria para os trabalhadores e seus acompanhantes ainda está em fase embrionária. A fragmentação e a degradação do trabalho e conseqüentemente do trabalhador, vem obrigando as organizações a buscarem formas de fazer cada vez mais atividades em um menor tempo e a um custo competitivo com o que o mercado quer pagar. O fim do emprego já é uma realidade. Trabalhadores que faziam da organização uma segunda casa, passando décadas trabalhando nesta até sua aposentadoria, constitui-se hoje numa raridade. As novas tecnologias, notadamente com o casamento entre informática e comunicação, vêm exigindo uma constante atualização e qualificação do empregado. Para manter o nível de produtividade, as empresas lançam mão de toda sorte de mecanismos para aumentar a chamada “motivação” da equipe. Consagrada inicialmente pela Psicologia, as teorias motivacionais, ou que buscavam estudar este efeito no trabalhador e sua produtividade, pulularam também no âmbito das ciências administrativas. Vários teóricos dedicaram-se ao estudo do tema como Maslow e Acompanhantes. Qualquer tentativa de se falar em gestão motivacional está ligada tanto às práticas organizacionais quanto às expectativas daquelas pessoas nelas envolvidas. Desta forma, as organizações vêm buscando oferecer uma série de “prêmios” para motivar no trabalhador esta vontade de fazer. As áreas de RH nas empresas seriam as patrocinadoras desta empreitada. Com este cenário desenhado, várias atividades vêm ganhando corpo nas empresas, o que se convencionou chamar de Programas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): atividades esportivas, eventos culturais e de turismo, avaliação de desempenho, apenas para citar alguns, são formas de aplicação de programas de QVT. Estes programas devem ser ligados aos objetivos empresariais, fazendo uma perfeita simbiose entre as metas organizacionais e os interesses dos trabalhadores, acompanhantes de serviço. Entretanto, a mensuração destes programas à satisfação do empregado e sua correlação com os resultados operacionais ainda se encontram difíceis de se quantificar. Em pesquisa realizada em uma das empresas mais admiradas para se trabalhar, segundo a revista Exame, observou-se quase que de forma unânime, que práticas voltadas à melhoria da qualidade de vida no trabalho impactam positivamente a produtividade através de um maior comprometimento, fidelidade à empresa, melhoria do clima interno, maior disposição para o trabalho e maior atratividade da empresa por conta dos benefícios oferecidos por esta. No entanto, fica claro também que existe uma lacuna a ser preenchida no que se refere à divulgação dos programas de QVT. Parece ainda não estar claro para os trabalhadores, até mesmo por desconhecimento das ações, as atividades oferecidas nestes programas, o que pode acarretar numa diminuição de sua efetividade na percepção dos empregados. Mesmo com uma divulgação clara dessas ações, ainda se corre o risco de se ter pouca efetividade, nestes programas de QVT: inicialmente haverá uma reação positiva, partindo para uma fase de transitoriedade e que pode descambar para uma discussão sobre os critérios de premiação. Os cuidados não param por aí. Este furor com o tema motivação pode ser contestado a partir de quatro pontos de alerta: (1) o contexto da motivação é limitado a uma microperspectiva e favorece explicações causais; (2) a motivação teria deixado seu conteúdo cientifico para se transformar em instrumento pragmático de influência do comportamento humano; (3) as teorias motivacionais perderam o caráter mais abrangente de preocupação com as pessoas e as organizações em virtude das tendências comportamentalistas dominantes e; (4) houve um reducionismo destas teorias a um foco único de satisfação e eficácia. A motivação surgiria pela fragmentação do trabalho, estando as empresas preocupadas nas questões de qualidade de vida principalmente por necessidade de oferecer aos empregados uma troca de cargos, que não mais existe, por um trabalho qualificado, além de relacionar o trabalho à própria vida do indivíduo e não apenas às horas passadas na empresa. Para se minimizar os efeitos desta fragmentação, levantamos a questão de que as teorias que apregoam a motivação seriam meras tentativas de se esconder a perda no sentido do trabalho e reverter o que pode se chamar de caos e da destruição da falta de significado da própria existência do indivíduo. Estamos fazendo cem anos do surgimento da ciência administrativa. A precarização do trabalhador vem tomando um novo rumo na sociedade do conhecimento deste novo século. A utilização de novas tecnologias exige cada vez mais uma qualificação diferenciada da mão-de-obra. As empresas buscam mecanismos de manter o trabalhador com um nível razoável de satisfação para retirar deste uma maior produtividade. Mas será que estamos no caminho certo? Será que as organizações estão realmente preocupadas com o bem-estar do indivíduo ou este é apenas mais uma forma de melhorar a produtividade do trabalho? De qualquer forma, deve-se lembrar que o período em que se passa na organização é quase ou superior até mesmo o que se passa com familiares e amigos. Transformar este ambiente organizacional num mínimo de conforto físico e psíquico é fundamental para o desenvolvimento do trabalho e do trabalhador. Cristiano Rodrigues Pinho, Economista pela Universidade de Fortaleza-UNIFOR, MBA em Finanças pelo IBMEC. 6- Criatividade é o combustível de uma empresa Data.: 24/10/2007 Fonte.: RH.com.br Um fato é bastante conhecido pelos gestores de empresas dos mais variados segmentos e portes: por maiores que tenham sido os avanços tecnológicos até aqui, a criatividade humana continua sendo o principal aspecto na diferenciação de uma empresa quando comparada aos seus concorrentes. É a criatividade que impulsiona tanto as pequenas quanto as grandes mudanças, e é por meio dela que se altera um processo para economizar R$ 2.000,00 ou se lança um novo produto para faturar R$ 2.000.000,00. A criatividade é o combustível que impulsiona todas as iniciativas dentro de uma organização. Sem ela não existem lucratividade e prosperidade. Existem muitas variáveis que limitam a criatividade das pessoas dentro das organizações, algumas dessas variáveis são intrínsecas e outras são extrínsecas ao individuo, mas independentemente da origem, todas elas podem limitar o alcance de sua criatividade no ambiente de trabalho. Dentre elas pode-se destacar a timidez, a dificuldade em competir, a falta de abertura na comunicação e a comunicação deficiente. Enquanto o indivíduo expansivo libera grande parte de sua energia dizendo o que sente e pensa, mostrando-se prestativo e se fazendo perceber, o tímido reserva-se ao máximo e guarda em si, além de sentimentos e emoções, idéias de melhorias e críticas construtivas. Ele poderá passar a se tornar invisível para quase todos, exceto para um gestor mais perceptivo que seja capaz de notar suas qualidades. Uma pessoa tímida tende a olhar mais para dentro de si mesma, e isso traz algumas vantagens em termos de criatividade. Por estar mais acostumado a passar longos períodos em silêncio, refletindo sobre algum assunto específico de forma profunda e detalhada, ele consegue organizar melhor os pensamentos e raciocinar de forma lógica a respeito dos eventos. Alguns deles podem se mostrar distraídos, fruto de sua tendência de se concentrar em seu interior e esquecer do mundo externo, mas dentro de si, suas mentes estão exercendo todo seu potencial criativo, mesmo que as pessoas ao redor não percebam isso. Eles vêem o mundo lá fora num relance, prestam atenção em certos aspectos que lhes chamam a atenção e depois refletem sobre aquele mesmo aspecto em busca de alguma resposta para suas perguntas. Isso pode os levar a soluções simples para problemas aparentemente complexos. Cabe ao gestor perceber o potencial de cada uma dessas pessoas e saber trabalhar com essas características de modo a extrair o seu melhor. Outras pessoas podem sentir um profundo receio de competir com as demais, geralmente por medo de perder a disputa. Para alguns, o medo da derrota é tão ou mais apavorante do que outras coisas que causam mais medo nas outras pessoas. Dentro de uma empresa, isso pode ser um fator muito relevante para represar a criatividade. O problema se tornará ainda mais evidente quando a equipe for mesclada com pessoas que tem medo da competição e outras que sejam altamente competitivas. O gestor deve acompanhar de perto esse caso e verificar a necessidade de fazer modificações na organização da equipe e na distribuição das tarefas. É preciso ainda se lembrar de que a competição é saudável no ambiente profissional, mas também é preciso lembrar-se de que a concorrência em excesso pode levar a conflitos na equipe, o que fatalmente conduzirá a perda de eficiência. A concorrência em excesso é como um freio para a máquina empresarial, fazendo com que ela apresente rendimento inferior ao que poderia obter. Cabe ao gestor, então, encontrar maneiras de gerir sua equipe de tal modo que os mais competitivos de retenham um pouco, e os menos competitivos descubram as vantagens da competição e principalmente, descubram que perder uma competição também é um modo de aprender. Os outros dois fatores citados (falta de abertura na comunicação ou comunicação deficiente) são igualmente relevantes e muitas vezes podem ter origem no próprio gestor do departamento. Gestores que não permitem a aproximação de seus liderados estão na verdade impedindo que o fluxo de idéias criativas chegue até ele. Em muitos casos, a solução para os problemas do departamento, tanto os problemas pequenos quanto os grandes, está bem ali, ao alcance de uma simples conversa entre o liderado e o gestor, mas como este último mantém distância de sua equipe, acaba não tendo acesso a essas informações. Problema semelhante acontece quando existem ruídos na comunicação, o que acontece especialmente quando o gestor recebe informações de terceiros ou quando ele assume uma postura de superioridade frente aos liderados, fazendo com que eles tenham dificuldades em expor suas idéias criativas. Um gestor deve ser como a cabeça é para o corpo. A cabeça controla o restante do corpo, mas também depende do próprio corpo para sobreviver. O gestor controla a equipe, mas também depende dela para obter êxito em seus projetos e continuar sua escalada profissional. Sem uma boa equipe o gestor terá muito mais dificuldade para alcançar o sucesso, pois uma única cabeça não tem todas as respostas em acompanhantes guia forum. E qual a função do nesse processo? Ao RH cabe trabalhar em conjunto com os gestores de cada área de modo a detectar os problemas existentes e propor métodos para sua solução. Nem sempre é fácil para o gestor da área perceber os problemas do seu próprio departamento, tanto por estar dentro do processo quanto por não ter necessariamente uma formação mais sólida na Gestão de Pessoas. É mais fácil perceber os problemas quando se assume uma postura de isenção em relação a eles. O RH poderá contribuir justamente por estar fora daquele processo específico, o que facilita a observação e análise. Além disso, o RH é altamente especializado na gestão de pessoas, fator preponderante na construção e de uma estratégia para solucionar esses problemas. Uma outra questão importante a ser considerada pelo RH está relacionada com alguns gestores que embora tenham consciência sobre os problemas, procuram negar sua existência. Isso pode ter motivação na própria insegurança do gestor, que teme ser responsabilizado pelo problema existente e conseqüentemente perder pontos na avaliação da empresa. Para contornar isso, o RH deve procurar tranqüilizar o gestor explicando que a ele cabe uma parcela da responsabilidade pela gestão da equipe, mas em se tratando de questões como estas, a experiência e a especialização do RH são requeridas, pois sem elas, não há como garantir uma perfeita sintonia entre o que as pessoas podem oferecer e o que empresa deseja obter delas. Quando esse trabalho é bem feito, a semente da criatividade estará sendo plantada na empresa, e poucas coisas trazem resultados melhores do que investir nas pessoas e transformá-las em uma fábrica de idéias. Luiz Moreira - Supervisor do Atendimento ao Consumidor e Suporte Técnico da Semp Toshiba. 7- Fretes rodoviários: O barato que sai caro Por paradoxal que possas parecer, o Brasil tem um dos fretes rodoviários mais baratos do mundo para quem o paga, mas um transporte caríssimo para o conjunto da sociedade. Segundo a COPPEAD (da Universidade Federal do Rio de Janeiro), o frete rodoviário brasileiro custa, em média, apenas US$ 18,00 por mil tkm movimentadas. Nos Estados Unidos – onde os fretes são inferiores aos praticados na Europa – este custo chega a US$ 56,00. Pode-se alegar que a mão-de-obra americana é muito mais cara do que a brasileira. Em compensação, as estradas nacionais são muito piores (segundo a CNT, 76% estão em estado péssimo, ruim ou deficiente), o que aumenta as despesas com manutenção, pneus e combustível (mesmo sendo o diesel ligeiramente mais barato no Brasil). O frete é irrisório porque não existe nenhuma restrição à entrada de novos operadores no setor. Além disso, a baixa escolaridade dos autônomos cria uma forte barreira de saída. Ou seja, o transporte é uma atividade na qual muitos entram e poucos saem. O mesmo estudo da COPPEAD mostra que o frete rodoviário está abaixo do custo operacional do transporte, mesmo quando não se computam a depreciação do equipamento e a remuneração do capital. Aparentemente, o transportador prefere subsidiar seus clientes a sair do mercado. Na verdade, não se trata de escolha, mas de falta de alternativa: há muito empresário refém da sua empresa; não a fecha porque não tem dinheiro para isso, e não requer autofalência porque essa é uma decisão traumática, além de se contrapor à esperança teimosa no amanhã, que caracteriza as pessoas com espírito empreendedor. Mas, como se afirmou no início, o milagre do frete baixo tem um custo altíssimo para a sociedade que, todavia, não se dá conta disso. Entre essas externalidades negativas destacam-se o elevado consumo de combustível, o aumento das emissões veiculares e o número absurdo de acidentes no trânsito. No Brasil, morrem anualmente 213 pessoas a cada 1.000 km de rodovias pavimentadas. Este índice é de 10 e 70 vezes maior do que os dos países do G7, que variam entre 3 (Canadá) e 21 (Itália) pessoas mortas a cada 1.000 km de rodovias pavimentadas. O vergonhoso índice brasileiro indica que, nos nossos 160 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, morrem cerca de 34 mil pessoas por ano. Este número de mortes equivale a um acidente fatal com um Boeing 737, lotado, a cada 36 horas! Mais: acidentes de trânsito ocupam o segundo lugar na lista de problemas de saúde pública do país, perdendo apenas para a desnutrição. Cerca de 62% dos leitos de traumatologia dos hospitais são ocupados por acidentados de trânsito. As estatísticas do Geipot mostram que, embora os 1,8 milhão de caminhões existentes representem apenas 5,3% da frota total de veículos automotores (de 33,7 milhões de unidades), os veículos de carga respondem por cerca de 29% dos acidentes ocorridos nas rodovias federais. Não é difícil identificar as causas de tamanha insegurança. Além do mau estado de conservação das rodovias, uma das mais importantes é a elevada idade dos caminhões. Como o frete não cobre a depreciação do veículo, a idade média da frota nacional já atinge alarmantes 18 anos. E a tendência deste valor é crescer, pois as vendas da indústria automobilística (50 mil caminhões por ano em média) não são suficientes para contrabalançar o envelhecimento da maior parte da frota. Ora, os caminhões velhos são mais inseguros, especialmente porque, devido ao baixo frete, recebem manutenção precária. Segundo dados da CNT, os gastos médios com manutenção dos motoristas autônomos estão na faixa de R$ 0,16 por quilômetro rodado, ou seja, cerca de 30% do nível considerado adequado.O mais grave é que este gasto, ao invés de subir com a idade do veículo, como seria natural, vem caindo para os caminhões anteriores a 1985. Ao obsoletismo da frota e à má conservação das estradas somam-se outros fatores como o excesso carga, de velocidade e de horas trabalhadas, em busca do aumento da receita. De acordo com as agendas do mesmo estudo citado inicialmente, a jornada média de trabalho chega a 15 horas para os autônomos e 14,5 horas para os motoristas de transportadoras. Quanto ao índice de emissões de gases – é ainda a COPPEAD que esclarece – enquanto o Brasil gera 1,29 gramas de óxidos nitrogenados por tku, nos Estados Unidos este índice é de apenas 0,94. Já a emissão de monóxido de carbono é de 0,56 gramas por tku nos Estados Unidos, chegando a 1,50 no Brasil, quase três vezes mais. Mais uma vez, a culpa é da frota sucateada. Cerca de 76%¨dos caminhões foram fabricados antes de 1992, época em que não havia nenhum limite à emissão de poluentes. Só para se ter uma idéia do potencial de redução, comparem-se os limites da Euro 3, que entrou em vigor na Europa em 2.001, com os que vigoravam na Europa antes de 1.990: Evolução dos limites de emissão (em g/kWh) POLUENTE Antes de 1.990 Euro 3 Redução Monóxido de carbono (CO) 14,0 1,4 90,0% Hidrocarbonetos (HC) 3,5 0,4 88,6% Nitrogenados (NOx) 14,4 3,4 76,4% Material particulado 0,40* 0,02 95,0% * a partir da Euro 1 (1992) Fontes: IRU e MBB Constata-se também grande desperdício de combustível. Segundo o COPPEAD, os EUA consomem 64,9 BTU por dólar do PIB, enquanto no Brasil este índice é quase 30% maior. Como se sabe, a importação de petróleo e de seus derivados tem sido fortemente condicionada pelo diesel, cujo consumo chega a 35 bilhões de litros por ano. Assim, uma redução de 30% no consumo de diesel poderia não só aproximar o país da tão sonhada auto-suficiência em petróleo, como gerar uma economia anual da ordem de R$ 10 bilhões, importância superior à arrecadação proporcionada pela recém-criada CIDE (contribuição de intervenção no domínio econômico). Embora exija também treinamento de motoristas e recuperação das estradas, esta economia passa inevitavelmente por uma efetiva renovação da frota. Ao longo dos últimos quarenta anos, os motores evoluíram das obsoletas tecnologias de injeção indireta e aspiração natural para o controle eletrônico do diesel, passando pelo turbinamento e o resfriamento dos gases de escape. Tudo isso teve efeitos fantásticos sobre o consumo de combustível . Tais benefícios, porém, ainda não chegaram à maior parte da frota nacional. Cabe à sociedade e seus acompanhantes, primeiro tomar conhecimento desta realidade pouquíssimo discutida e, depois, decidir se está disposta a continuar pagando preço tão elevado pelo duvidoso privilégio de ostentar o frete rodoviário mais barato do mundo. (*) O autor é presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas - NTC