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4 dicas para comprar um carro usado

    Se tem um segmento que não costuma passar por crises, mesmo nos tempos das maiores recessões e inflações, é o de veículos e automóveis. Porém, um nicho dentro dele é o do carro usado, o que já pede alguns cuidados a mais na hora da compra.

    De fato, há vários motivos para recorrer a essa solução, sendo a financeira a principal delas, mas a ansiedade ou afobação por economizar não pode levar ao ponto da negligência e da falta de uma análise muito bem feita.

    O primeiro deles, apenas para dar um exemplo, é o da diferença entre o carro usado e o seminovo, distinção que pode causar algumas confusões. Especialmente por culpa de algumas lojas que nem sempre são claras o suficiente.

    Por exemplo, após passar por um alinhamento balanceamento e cambagem, é bem provável que o carro deixe de suportar a definição de seminovo, entrando invariavelmente na definição ou classificação de veículo usado.

    O que define isso na prática é, em primeiro lugar, o tempo de uso, que não pode passar de dois ou três anos no caso do seminovo. Ademais, qualquer reparo ou alteração nas peças e partes também descaracteriza o seminovo, configurando um usado.

    Ou seja, as peças originais de fábrica no motor são um ponto básico, assim como as partes internas de tapeçaria, painel, volante e demais elementos de composição. Isso não quer dizer que o usado precise estar visivelmente gasto, é claro.

    Contudo, ele já não entra nessas exigências mínimas em termos de originalidade e preservação. O ponto importante para entendermos é que, mesmo que o carro tenha poucos meses de uso, se ele tiver avarias ou consertos demais, isso já muda de cena.

    Outro exemplo é o tipo de uso pelo qual o veículo passou. Naturalmente, se ele serviu para transporte pesado, é melhor que ele continue sendo usado para fins empresariais, pois a manutenção é diferenciada nesses casos, e conta com esse tipo de uso.

    Portanto, tentar vender um carro usado nesses termos seria falta de sinceridade por parte da loja ou concessionária. Daí que seja tão importante ler sobre o assunto antes de sair comprando qualquer veículo que pareça atraente.

    Por essa razão trouxemos este artigo completo, trazendo não apenas as 4 melhores dicas para você comprar um carro usado com segurança, mas também as vantagens desse tipo de transição e os cuidados incontornáveis a serem tomados.

    Inclusive, um ponto muito interessante dessa solução é que hoje os carros usados podem ser completos, contando com direção elétrica, sistemas de ar condicionado e muito mais, já que o avanço tecnológico dos últimos anos foi enorme.

    Portanto, se o que você deseja é compreender de uma vez por todas como funciona o mercado do carro usado e como tirar o melhor proveito dele sem se arrepender depois, então basta seguir adiante até a última linha deste artigo.

    Por que pagar por um veículo usado?

    Para começar, é preciso reforçar os motivos pelos quais vale tanto a pena comprar um carro usado, já que, para algumas pessoas, essa questão ainda pode ter um aspecto confuso.

    O primeiro ponto fundamental aqui é o fato de que os carros novos sofrem uma desvalorização enorme, que nem sempre as pessoas levam em conta. Alguns até acham que comprar um veículo pode ser um tipo de investimento.

    Nada mais falso, pois a perda de valor pode chegar a mais de 30% em menos de um ano, segundo dados da própria tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Ou seja, um terço do valor pode ser perdido em poucos meses.

    Seria como pagar R$ 60 mil e perder cerca de R$ 20 mil. Certamente, não é pouca coisa, além de que os impostos são maiores no caso do carro novo, agravando mais ainda a situação financeira de quem não tenha tantas condições para mantê-lo.

    Ademais, há alternativas que deixam o carro usado com cara de novo, como melhorias na pintura e na tapeçaria, ou mesmo soluções mais recentes com a de plotagem veicular, antes exclusiva a empresas, mas hoje utilizada também em carros de passeio.

    Basicamente, as vantagens principais são as seguintes:

    • Um preço bruto muito mais em conta;
    • Parcelas mais baixas em caso de parcelamento;
    • Maior facilidade ou margem de negociação;
    • Menor desvalorização em termos proporcionais;
    • Impostos mais baixos e mais acessíveis;
    • Custo menor em termos de documentação.

    Além disso, tem um fator que pode parecer detalhe, mas também precisa ser levado em conta, que é o fato de que no Brasil o roubo de carros é muito comum. Então, um veículo novo chama mais atenção, ao passo que o usado atrai bem menos ações criminosas.

    Em termos de impostos, vale lembrar alguns detalhes, como o fato de que o IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor) é consideravelmente mais baixo, sendo que após 15 anos de uso, se torna isento.

    Em termos de documentação, um carro novo chega a custar mais de R$ 1 mil para colocar tudo em dia, sendo que o carro usado pode ficar abaixo dos R$ 200, tornando o processo muito mais acessível e estimulante.

    1. Faça a compra presencial

    Um conselho insubstituível consiste em prestar muita atenção nos anúncios de internet. Isso não quer dizer que você não possa utilizar anúncios digitais para encontrar as melhores opções, é claro, porém, o próximo passo é o que mais importa.

    Na prática, caso você não queira perder tempo, o necessário é tirar todas as dúvidas antes do encontro presencial, deixando muito claro quais são suas vontades e necessidades, para que a pessoa do outro lado entenda que não adianta tentar ludibriar você.

    Fora o fato de que, evidentemente, você precisa ter certeza da segurança da transação, para não cair em fraudes ou mesmo golpes maiores, que podem envolver sua segurança e integridade física, há as questões ligadas ao carro usado em si.

    Lembre-se que você não está solicitando um produto barato como uma entrega de marmita, mas sim, um dos produtos de maior valor agregado do mundo, depois dos imóveis e residências. O primeiro passo é verificar se as fotos são detalhadas e realistas.

    Depois, é preciso que haja o máximo de transparência em relação às informações, para que tudo esteja descrito devidamente.

    Portanto, é perfeitamente possível comprar carros usados tanto de lojas quanto de usuários finais, mas sempre levando em conta esses cuidados.

    2. Qual o histórico do carro?

    Pouca gente sabe, mas hoje há programas bem acessíveis e até aplicativos de celular que ajudam qualquer pessoa a verificar o histórico veicular de um carro usado, pela placa do carro e número do chassi. 

    Aliás, pedir este segundo dado é importante, uma vez que se a pessoa ou loja escondê-lo, já indica certa malícia.

    De fato, assim como um motorista precisa fazer a regularização de CNH para ficar em dia, um carro também tem sua documentação e pode estar ou não em dia com suas obrigações.

    Algumas informações básicas que constam desses aplicativos de consulta são o ano de fabricação, para que ninguém minta sobre isso. Ademais, há registros de histórico de leilão eventual, furtos e até recalls.

    Alguns desses programas oferecem algumas consultas básicas gratuitamente, e dados mais completos são pagos. Mas o valor costuma ser acessível e bem em conta para não se cair em fraudes ou problemas ainda maiores.

    3. O famoso test drive

    Outro procedimento que pode trazer mais segurança é o test drive enquanto medida para testar o carro antes de comprá-lo efetivamente.

    Afinal, é claro que não basta saber se o veículo conta com aromatizantes para carros e se tem uma pintura e aparência boas, já que há fatores muito mais sérios.

    O maior exemplo é o do balanceamento e do alinhamento, que dependem totalmente de você dirigir o carro, fazer curvas aceleradas e testar na prática.

    De fato, caso o controle da direção não seja reto, firme e sem temores injustificados, você pode ter problemas futuros consideravelmente caros.

    Aproveite também para verificar a situação da suspensão, eventuais ruídos, freios e até detalhes como o ar-condicionado e os detalhes da tapeçaria.

    4. Conte com ajuda profissional

    Por fim, vale lembrar que nem sempre é preciso resolver a questão da escolha de um carro usado sozinho, já que, ao mesmo tempo, pode contar com ajuda especializada.

    Por exemplo, levar um mecânico de confiança na hora da compra. Ou ainda, há vendedores que já passaram o carro por empresas especializadas em vistoria, algo comprovado por meio de documentos ou um adesivo para vidro personalizado.

    Assim, você tem a segurança de contar com a aprovação de terreiros, em vez de depender apenas da idoneidade do próprio vendedor, seja usuário final ou loja.

    Considerações finais

    Há diversas vantagens em poder comprar um carro usado ou seminovo, especialmente no sentido de que o automóvel novo pode ser inacessível em algumas circunstâncias.

    Mas, para isso, é preciso levar vários cuidados em conta. Com as dicas práticas que demos acima, torna-se bem mais simples fazer isso com segurança e eficiência.
    Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

    Se tem um segmento que não costuma passar por crises, mesmo nos tempos das maiores recessões e inflações, é o de veículos e automóveis. Porém, um nicho dentro dele é o do carro usado, o que já pede alguns cuidados a mais na hora da compra.

    De fato, há vários motivos para recorrer a essa solução, sendo a financeira a principal delas, mas a ansiedade ou afobação por economizar não pode levar ao ponto da negligência e da falta de uma análise muito bem feita.

    O primeiro deles, apenas para dar um exemplo, é o da diferença entre o carro usado e o seminovo, distinção que pode causar algumas confusões. Especialmente por culpa de algumas lojas que nem sempre são claras o suficiente.

    Por exemplo, após passar por um alinhamento balanceamento e cambagem, é bem provável que o carro deixe de suportar a definição de seminovo, entrando invariavelmente na definição ou classificação de veículo usado.

    O que define isso na prática é, em primeiro lugar, o tempo de uso, que não pode passar de dois ou três anos no caso do seminovo. Ademais, qualquer reparo ou alteração nas peças e partes também descaracteriza o seminovo, configurando um usado.

    Ou seja, as peças originais de fábrica no motor são um ponto básico, assim como as partes internas de tapeçaria, painel, volante e demais elementos de composição. Isso não quer dizer que o usado precise estar visivelmente gasto, é claro.

    Contudo, ele já não entra nessas exigências mínimas em termos de originalidade e preservação. O ponto importante para entendermos é que, mesmo que o carro tenha poucos meses de uso, se ele tiver avarias ou consertos demais, isso já muda de cena.

    Outro exemplo é o tipo de uso pelo qual o veículo passou. Naturalmente, se ele serviu para transporte pesado, é melhor que ele continue sendo usado para fins empresariais, pois a manutenção é diferenciada nesses casos, e conta com esse tipo de uso.

    Portanto, tentar vender um carro usado nesses termos seria falta de sinceridade por parte da loja ou concessionária. Daí que seja tão importante ler sobre o assunto antes de sair comprando qualquer veículo que pareça atraente.

    Por essa razão trouxemos este artigo completo, trazendo não apenas as 4 melhores dicas para você comprar um carro usado com segurança, mas também as vantagens desse tipo de transição e os cuidados incontornáveis a serem tomados.

    Inclusive, um ponto muito interessante dessa solução é que hoje os carros usados podem ser completos, contando com direção elétrica, sistemas de ar condicionado e muito mais, já que o avanço tecnológico dos últimos anos foi enorme.

    Portanto, se o que você deseja é compreender de uma vez por todas como funciona o mercado do carro usado e como tirar o melhor proveito dele sem se arrepender depois, então basta seguir adiante até a última linha deste artigo.

    Por que pagar por um veículo usado?

    Para começar, é preciso reforçar os motivos pelos quais vale tanto a pena comprar um carro usado, já que, para algumas pessoas, essa questão ainda pode ter um aspecto confuso.

    O primeiro ponto fundamental aqui é o fato de que os carros novos sofrem uma desvalorização enorme, que nem sempre as pessoas levam em conta. Alguns até acham que comprar um veículo pode ser um tipo de investimento.

    Nada mais falso, pois a perda de valor pode chegar a mais de 30% em menos de um ano, segundo dados da própria tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Ou seja, um terço do valor pode ser perdido em poucos meses.

    Seria como pagar R$ 60 mil e perder cerca de R$ 20 mil. Certamente, não é pouca coisa, além de que os impostos são maiores no caso do carro novo, agravando mais ainda a situação financeira de quem não tenha tantas condições para mantê-lo.

    Ademais, há alternativas que deixam o carro usado com cara de novo, como melhorias na pintura e na tapeçaria, ou mesmo soluções mais recentes com a de plotagem veicular, antes exclusiva a empresas, mas hoje utilizada também em carros de passeio.

    Basicamente, as vantagens principais são as seguintes:

    • Um preço bruto muito mais em conta;
    • Parcelas mais baixas em caso de parcelamento;
    • Maior facilidade ou margem de negociação;
    • Menor desvalorização em termos proporcionais;
    • Impostos mais baixos e mais acessíveis;
    • Custo menor em termos de documentação.

    Além disso, tem um fator que pode parecer detalhe, mas também precisa ser levado em conta, que é o fato de que no Brasil o roubo de carros é muito comum. Então, um veículo novo chama mais atenção, ao passo que o usado atrai bem menos ações criminosas.

    Em termos de impostos, vale lembrar alguns detalhes, como o fato de que o IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor) é consideravelmente mais baixo, sendo que após 15 anos de uso, se torna isento.

    Em termos de documentação, um carro novo chega a custar mais de R$ 1 mil para colocar tudo em dia, sendo que o carro usado pode ficar abaixo dos R$ 200, tornando o processo muito mais acessível e estimulante.

    1. Faça a compra presencial

    Um conselho insubstituível consiste em prestar muita atenção nos anúncios de internet. Isso não quer dizer que você não possa utilizar anúncios digitais para encontrar as melhores opções, é claro, porém, o próximo passo é o que mais importa.

    Na prática, caso você não queira perder tempo, o necessário é tirar todas as dúvidas antes do encontro presencial, deixando muito claro quais são suas vontades e necessidades, para que a pessoa do outro lado entenda que não adianta tentar ludibriar você.

    Fora o fato de que, evidentemente, você precisa ter certeza da segurança da transação, para não cair em fraudes ou mesmo golpes maiores, que podem envolver sua segurança e integridade física, há as questões ligadas ao carro usado em si.

    Lembre-se que você não está solicitando um produto barato como uma entrega de marmita, mas sim, um dos produtos de maior valor agregado do mundo, depois dos imóveis e residências. O primeiro passo é verificar se as fotos são detalhadas e realistas.

    Depois, é preciso que haja o máximo de transparência em relação às informações, para que tudo esteja descrito devidamente.

    Portanto, é perfeitamente possível comprar carros usados tanto de lojas quanto de usuários finais, mas sempre levando em conta esses cuidados.

    2. Qual o histórico do carro?

    Pouca gente sabe, mas hoje há programas bem acessíveis e até aplicativos de celular que ajudam qualquer pessoa a verificar o histórico veicular de um carro usado, pela placa do carro e número do chassi. 

    Aliás, pedir este segundo dado é importante, uma vez que se a pessoa ou loja escondê-lo, já indica certa malícia.

    De fato, assim como um motorista precisa fazer a regularização de CNH para ficar em dia, um carro também tem sua documentação e pode estar ou não em dia com suas obrigações.

    Algumas informações básicas que constam desses aplicativos de consulta são o ano de fabricação, para que ninguém minta sobre isso. Ademais, há registros de histórico de leilão eventual, furtos e até recalls.

    Alguns desses programas oferecem algumas consultas básicas gratuitamente, e dados mais completos são pagos. Mas o valor costuma ser acessível e bem em conta para não se cair em fraudes ou problemas ainda maiores.

    3. O famoso test drive

    Outro procedimento que pode trazer mais segurança é o test drive enquanto medida para testar o carro antes de comprá-lo efetivamente.

    Afinal, é claro que não basta saber se o veículo conta com aromatizantes para carros e se tem uma pintura e aparência boas, já que há fatores muito mais sérios.

    O maior exemplo é o do balanceamento e do alinhamento, que dependem totalmente de você dirigir o carro, fazer curvas aceleradas e testar na prática.

    De fato, caso o controle da direção não seja reto, firme e sem temores injustificados, você pode ter problemas futuros consideravelmente caros.

    Aproveite também para verificar a situação da suspensão, eventuais ruídos, freios e até detalhes como o ar-condicionado e os detalhes da tapeçaria.

    4. Conte com ajuda profissional

    Por fim, vale lembrar que nem sempre é preciso resolver a questão da escolha de um carro usado sozinho, já que, ao mesmo tempo, pode contar com ajuda especializada.

    Por exemplo, levar um mecânico de confiança na hora da compra. Ou ainda, há vendedores que já passaram o carro por empresas especializadas em vistoria, algo comprovado por meio de documentos ou um adesivo para vidro personalizado.

    Assim, você tem a segurança de contar com a aprovação de terreiros, em vez de depender apenas da idoneidade do próprio vendedor, seja usuário final ou loja.

    Considerações finais

    Há diversas vantagens em poder comprar um carro usado ou seminovo, especialmente no sentido de que o automóvel novo pode ser inacessível em algumas circunstâncias.

    Mas, para isso, é preciso levar vários cuidados em conta. Com as dicas práticas que demos acima, torna-se bem mais simples fazer isso com segurança e eficiência.
    Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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